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26/07/2010

O Pranto da Solidão



Tenho o pensamento
entre as mãos
afogando-me a paz na solidão
Tenho a dor
entre os dentes
rasgando-me nos lábios, a razão.
E a lágrima
(fruto da mágoa do coração),
a tenho nos olhos
rasgando-me a pele com sofreguidão.

Uma voz rouca me chama
Seria o amor?
Ah!...
Mas que ilusão essa, a minha,
que desmorona-se sozinha.
Atrás de mim vem o passado
Estúpido Convidado!

Seu olhar anseia vingança,
em seus lábios, há sedução.
Já não posso caminhar...
Que sorte triste é a minha
O pranto me devora
Me sufoca a melancolia

Por favor,
não mais me torture.
Não me lances mais maldição
Eu te suplico...
de joelhos eu te imploro o perdão.

Está tecida em minha vida
a desgraça e revolta contínuas.
Lutei em vão!
Quero me destruir
mas de nada sou capaz
O passado é traiçoeiro...
É egoísta...
... voraz!

Agora ele parte...
vai-se embora
pela mesma estrada com que chegou.
Tomamos rumos diferentes
mas a esperança o acompanhou
e a saudade...
... comigo ficou

O Passado é um Vilão!

Ah! "Cor de Cinza: Solidão..."

(by Wally elsissy - 1993)

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